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    Consumo, eis a palavra chave dos problemas ambientais. Muita gente preocupada em “ter” muitas coisas e poucas em “ser” alguém melhor. Vivemos, como diz Leandro M. Cortonesi, no “tempo trator”, estamos sempre com pressa. Li outro dia em uma faixa de pedestres: “Essa pressa toda é para ser feliz?”, provavelmente não. É para continuar escravo do cotidiano individualista, da mídia que te leva a consumir de forma alienada, achando que sapatos novos resolverão seus problemas no trabalho ou que um tablet último modelo solucionará suas questões conjugais. Será que alguém realmente precisa trocar de carro todo ano, de celular a cada seis meses, tomar energéticos para ter disposição e calmantes para dormir, ingerir iogurtes probióticos diariamente para ir ao banheiro...? Será que nem mesmo nosso organismo controlamos mais?!?!

 

    O monstro do consumismo se espalha e se fortalece à medida que “contamina” o ser humano cada vez mais cedo. Crianças de dois, três anos saem para fazer compras e, com o incentivo dos pais, decidem o que querem vestir e ganhar de presente. O que se esquece é que para produzir, transportar e armazenar tantos produtos são necessários muitos recursos e espaço e é aí que os valores se perdem. Para que manter as florestas? É mais importante uma TV de última geração do que ar puro e água na torneira? O que deveria ser bem e direito de todos é prejudicado pelos interesses individuais.

 

    E ainda nem falamos do descarte. Hoje tudo tem “obsolescência programada”, ou seja, é produzido para durar pouco tempo e não ter conserto, obrigando a comprar outro e descartar o antigo. Toneladas de lixo eletrônico, lixo espacial orbitando ao redor do planeta, “continentes” de lixo flutuando em nossos oceanos... este é o nosso presente e, se continuar assim, o que será do nosso futuro?

 

    Precisamos urgentemente desacelerar. Acordar para a vida planetária. Deixarmos de ser parasitas “sugando” todos os recursos da Terra em benefício próprio e trabalharmos para o bem do planeta e das demais espécies, na construção de um mundo com uma qualidade de vida melhor. E não é preciso muito para isso, apenas nos concentrarmos mais em SER e menos em TER.

 

    Sugestão de vídeo: A história dos eletrônicos

 

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Maracanã, ilustre desconhecido por muitos brasileiros

 

Protocooperação - O Caminho para o Futuro.

 

Mata Atlântica: menos verde a cada dia.

 

A Soberana Água

 

 

Destaque da Espécie

 

    Com seu jeito humilde, pacífico e amoroso o 266º Papa da Igreja Católica, Jorge Mario Bergoglio, encanta a todos independente da religião. Preocupado com a situação ambiental, com os abusos cometidos em nome das igrejas, com o respeito e direitos de todos e, principalmente, com a união dos povos, segue em busca de um único objetivo: PROPAGAR O AMOR E A PAZ UNIVERSAL.

 

     Desde que foi eleito Papa em 13 de março de 2013, Francisco difere e muito dos antecessores, não apenas por ser o primeiro latino-americano a ocupar a mais alta posição dentro da Igreja Católica, mas por seus exemplos de simplicidade. Usa transporte público, lava os pés de detentos, dispensa os adereços da vestimenta papal e muito mais.

 

    O argentino mais legal do mundo, como dizem alguns, combate severamente o consumismo e o egoísmo que pairam na sociedade atual, como deixa claro nas frases: “O grande risco do mundo atual é a tristeza individualista, que brota do coração mesquinho”, “Se acumulas riquezas como um tesouro elas roubam-te a alma”, “Não serve de muito a riqueza nos bolsos quando há pobreza no coração”. Desta forma, gera reflexões, mais que necessárias, que ajudam a ampliar o sentimento de pertencimento e responsabilidade com a Terra e o desejo do surgimento de uma sociedade planetária.

 

    “Jesus não impõe jamais. Jesus é humilde, Jesus convida. Se tu queres, vem”. É desta forma gentil e paciente que Francisco convida a todos nós, qualquer que seja a religião, a construir um novo mundo, mais pacífico, amoroso e humano.

 

 

Destaques da Espécie Anteriores
Efigênia Ramos Rolim, A Rainha do papel!

 

Gregory Colbert, Registros da harmonia entre homens e animais.

 

Carl Jones - O falcão de Maurício.

 

Rubem Alves: O Homem que gostava de Ipês Amarelos.

 

Zilda Arns - mensageira da paz e do bem

 

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Para Refletir

 

 

    Certo dia um homem chegou em casa e ficou irritado com sua filha de três anos. A menina havia apanhado um rolo de papel de presente dourado e desperdiçado ao tentar embrulhar uma caixa. Como o dinheiro andava curto, não havia lugar para desperdício e as reclamações do pai acabaram deixando a criança muito triste.

 

    Na manhã seguinte, logo que despertou, a menina apanhou a caixinha dourada e correu para o pai, abraçou forte seu pescoço, encheu seu rosto de beijos e lhe entregou o presente.

 

    -Isto é para você, papai!

 

    O homem sentiu-se muito envergonhado com sua reação do dia anterior. Mas logo que abriu o embrulho, voltou a se irritar, pois a caixa estava vazia.

 

    - Você não sabe que quando se dá um presente para alguém a gente coloca alguma coisa dentro da caixa? Perguntou ele asperamente.

 

    A criança olhou para ele, com os olhos cheios de lágrimas e respondeu:

 

    -Mas papai, a caixinha não está vazia. Eu soprei muitos beijos dentro dela. Todos são só para você, papai.

 

    O pai quase morreu de vergonha. Abraçou a menina e pediu que ela o perdoasse. Dizem que o homem guardou o caixa dourada ao lado de sua cama por anos. Sempre que se sentia triste, chateado, deprimido ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

 

    Nos dias de hoje, é muito fácil ir a uma loja e comprar um presente, mas quanto de nós há nele? Por mais simples que seja, um cartão ou uma caixinha de beijos, ofertar algo que foi feito por você, com suas próprias mãos, dedicando amor e atenção a alguém, não tem preço. Vivemos em uma época que o consumismo e os bens materiais são mais valorizados que os sentimentos daqueles que vivem ao nosso redor. Nos deixamos envolver pela mídia e pela correria do dia a dia e esquecemos o que há de mais importante na vida, as pessoas. Que possamos olhar o mundo e a sociedade com mais atenção e descobrir nos pequenos gestos os sentimentos verdadeiros.

 

 

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